Keri Smiths’s 100 ideas: #08

Dia desses enquanto me deliciava com o blog Abra a Janela tinha um post falando sobre a Keri Smith, uma autora e artista que tem trabalhos (que ainda espero conhecer) sobre criatividade. Ai ela criou uma listinha muito legal de 100 coisas pra fazer no meio de uma crise de bloqueio criativo. A Bruna (Abra a Janela) traduziu essa listinha e me encantei. A primeira coisa que decidi fazer foi o item 08:

“8. Pegue uma foto de uma pessoa que você não conhece e escreva uma pequena biografia para ela”

Conheça Sofia. Nascida numa cidadezinha próxima a Milão em uma casa pequena, porém aconchegante. Aos 19 anos ela decidiu que queria viver em uma cidade que não a limitava tanto. E lá foi Sofia pra Milão. 

Sofia é daquele tipo que preza muito por liberdade, tem uma alegria que só de ficar perto já contagia. O tipo de pessoa/remédio que cura qualquer tipo de tristeza. Em Milão ela alugou um apartamento, começou um curso em uma  faculdade de Belas Artes e nas horas vagas pra conseguir manter o aluguel ela trabalha em um Café que aliás, toca um som legal. Sofia, moça de sorriso largo e coração mais largo ainda atrai muitos olhares, pena que ela não consegue notar tanto olhar sob ela pois depois de ter seu coração partido algumas vezes ela passou a olhar  tanto pra dentro que as vezes esquece que do lado de fora pode existir vida inteligente. Mas ela é assim sabe? Do tipo que sabe dar conselhos como ninguém só que não sabe aplicá-los em sua vida pessoal. 

Já fazem dois anos que ela se mudou pra Milão, mas daqui a um ano pretende dar uma pausa na faculdade e experimentar o gosto de viver em outra cidade.

 

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Gosto de gente que escreve…

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Gosto gente que escreve de um jeito simples, de um jeito que não recorre a palavras complicadas, de um jeito que descreve o momento e dê até pra gente sentir o cheiro do lugar que está sendo descrito. Eu gosto de gente que escreve sem pretensão, que escreve só por escrever, que coloca tudo que está abarcado na alma, que coloca em forma de letra tudo aquilo que desce rasgando ao ser resgatado da mente (e do coração).

Gosto de gente que ama mas não ama sozinho, que compartilha o amor com o mundo todo. Que compartilha o primeiro beijo, os dias sentado no sofá, o dia que viu que aquilo já não era a mesma coisa, o dia em que resolveu seguir um caminho em que o outro não estava do lado ou o dia em que resolveram que os caminhos seriam os mesmos pra sempre,  quem sabe. Mas meu tipo preferido de gente que escreve é aquele que fala de gente de carne, osso e alma. Sabe aquela pessoa que a gente conhece na balada e vira amigo de uma noite só? Gosto de gente que conta desse tipo de amizade de um dia, que fala da noite que conheceu um hippie super gente fina, do dia que sentou perto de uma velhinha e soube mais da metade da vida dela ou de quando fez uma viagem e conheceu um carinha super legal.

Eu gosto de gente que escreve quase tanto quanto gosto de gente que tem um jeito ímpar de se vestir, são minhas pessoas favoritas. Mas isso fica pra outra hora. 

Crônica de férias frustadas

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Acorda. Não toma café da manhã. Almoça o café da manhã (ou toma de café da manhã um almoço). Liga o computador. Checa o Feedly. Checa Facebook. Checa Twiter. Liga a TV. Tenta a TV a cabo.Volta pro computador. Faz download de cinco episódios seguidos de How I Meet Your Mother. Assiste três. Checa o Feedly. Checa Facebook. Checa Twiter. Se revolta com a estupidez das pessoas. Assiste TV e perde toda a fé na humanidade. Se arrasta pra colocar um tênis para ir caminhar. Quase coloca pra fora os órgãos vitais ao dar uma volta na praça correndo. Volta pra casa. Liga o computador.  Checa o Feedly. Checa Facebook. Checa Twiter. Assiste How I Meet Your Mother. Vai dormir. Acorda. Não toma café da manhã. Almoça o café da manhã (ou toma de café da manhã um almoço)… O resto fica a cargo da imaginação de cada um.

P.S: Não é uma história verídica. Nem um pouco.